Bariloche não é só neve e esqui. No verão, a cidade revela lagos cristalinos, montanhas, trilhas e paisagens de tirar o fôlego. Visitamos entre 11 e 15 de dezembro de 2025 e reunimos aqui tudo que você precisa saber para montar seu roteiro na Patagônia Argentina.
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Resumo rápido:
| Melhor época | Dezembro a março |
| Temperatura | 8°C a 25°C |
| Dias recomendados | 5 a 7 dias |
| Vale alugar carro? | Sim |
| Passeio mais bonito | Cerro Tronador |
| Melhor vista | Cerro Campanario |
| Melhor região para ficar | Centro Cívico |
Como Chegar em Bariloche
O acesso é pelo Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria (BRC), a 15 km do centro. Do Brasil, geralmente há conexão em Buenos Aires — muitos viajantes aproveitam para conhecer a capital argentina antes. Veja aqui nosso guia de Buenos Aires.
Do aeroporto ao centro:
- Transfer – mais prático com malas
- Táxi – opção rápida
- Carro alugado – ideal para quem já quer explorar a região
Onde Ficar em Bariloche
- Centro Cívico: melhor opção para quem visita a cidade pela primeira vez. Tudo a pé — restaurantes, chocolaterias, lojas e agências de passeio.
- Avenida Bustillo: hotéis com vista para o Lago Nahuel Huapi, região mais tranquila, mas exige carro.
Ficamos no Hotel Cacique Inacayal, de frente para o lago e a poucos passos do Centro Cívico. Vista incrível, café da manhã completo e localização perfeita para explorar a pé.

Onde Comer em Bariloche
Tem muitas opções no centro cívico, e te aconselho a sempre abrir o google maps, colocar o nome do restaurante e ver as avaliações. Aqui estão os locais que eu comi e que recomendo:
- Rapanui – o melhor gelato que já provei (sim, até melhor que na Itália). Parada obrigatória.
No vlog eu mostro cada prato e os preços!
Transporte em Bariloche
- Ônibus: funciona bem para trajetos como o Cerro Campanario. Pagamos direto com cartão de débito global pelo celular, sem precisar comprar cartão de transporte. Mas também funciona o cartão oficial de transporte da Argentina, o SUBE.
- Carro alugado: a melhor forma de ter liberdade para parar em mirantes, praias e fazer a Rota dos Sete Lagos no seu ritmo.
- Agência: vale a pena para passeios com logística mais complexa, como Cerro Tronador e Isla Victoria.
Pagamentos em Bariloche
A maioria dos lugares aceita cartão, mas leve dinheiro em espécie para estabelecimentos menores.
- Compare cotação, IOF e taxas antes de escolher seu cartão internacional.
- Na nossa viagem, o AstroPay foi vantajoso por permitir conversão direta de reais para pesos, então foi o único que usamos. Veja nosso guia completo sobre cartões internacionais na Argentina.
- Leve o cartão físico — a aproximação nem sempre funciona. E também tenha algumas moedas para usar nas máquinas de café.
- Seguro viagem é indispensável para qualquer viagem internacional.
O Que Fazer em Bariloche no Verão: Passeios Imperdíveis
Centro Cívico
Foi o primeiro lugar que conhecemos na viagem. Arquitetura em pedra e madeira, vista para o Lago Nahuel Huapi, passeio gratuito e a pé. Ao redor tem lojas, restaurantes, chocolaterias e agências de turismo.
📍 Como fazer: comece a viagem por aqui, é o ponto de partida natural para se localizar na cidade.
A rua Mitre é a mais movimentada, com Chocolaterias, cafeterias e lojas de lembrança.
🧣 Nossa experiência: foi ali que sentimos que o frio seria bem maior do que esperávamos e acabamos comprando gorro e cachecol logo no primeiro dia — mesmo estando em pleno verão.

Cerro Campanario
Se você tem pouco tempo em Bariloche, esse é o passeio que eu indicaria. Uma das vistas panorâmicas mais impressionantes da região, com o Lago Nahuel Huapi, montanhas e bosques ao fundo.
- Como chegar: subida de teleférico (7 minutos) que curou 20 mil pesos para cada ou trilha gratuita (30 a 45 minutos a subida) para quem gosta de caminhar.
- Nossa experiência: fomos por conta própria de ônibus, pego perto do hotel — usamos o Google Maps para achar a linha certa e foi bem tranquilo. No final do vídeo eu mostro exatamente como realizar essa pesquisa.
- No topo tem uma cafeteria com vista incrível.

Os próximos passeios fizemos com agência e aproveito para esclarecer uma dúvida comum:
Vale a Pena Contratar Agência?
Na minha opinião:
Vale para passeios como Cerro Tronador e Isla Victoria.
Já a Rota dos Sete Lagos pode ser feita tranquilamente de carro alugado, proporcionando muito mais liberdade para explorar a região no seu próprio ritmo.
Nós fizemos os passeios pela agência
Grupo Vision.
Se você não fala espanhol, vale procurar agências que ofereçam atendimento em português, como:
Ambas são empresas confiáveis e muito utilizadas por turistas em diversos destinos ao redor do mundo.
Rota dos Sete Lagos, Villa La Angostura e San Martín de los Andes
Um dos passeios mais famosos da Patagônia, ligando Villa La Angostura a San Martín de los Andes.
- Villa La Angostura: primeira parada, cidade pequena e charmosa, com clima de vila de montanha.
- Rota dos Sete Lagos: lagos cristalinos, montanhas e mirantes ao longo do caminho. Muitos lagos acabam parecendo entre si — Vale a pena por causa das cidadezinhas.
- San Martín de los Andes: destino final, às margens do Lago Lácar. Foi uma das cidades que mais gostei de conhecer no roteiro.
- 💡 Dica: se a agência estiver cara, vale alugar carro — assim você para nos pontos mais bonitos no seu ritmo, sem depender do horário do grupo.
Cerro Tronador e Ventisquero Negro
O passeio mais bonito da viagem. Fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, onde é necessário pagar entrada (o valor varia conforme a época do ano). O Cerro Tronador tem cerca de 3.478 metros de altitude e recebeu esse nome por causa do barulho dos blocos de gelo se soltando da geleira, parecido com um trovão.
- Ingresso: pagamos 20 mil pesos argentinos como turista (meu namorado, argentino, pagou metade). Guarde o ticket — conseguimos usá-lo para desconto em outro passeio no dia seguinte.
- O caminho: já é parte da atração, com lagos cristalinos, rios e bosques. Fizemos uma parada de descanso numa área de piquenique cercada por árvores, pequenas pontes e patos — parecia cenário de conto de fadas.
- Ventisquero Negro: geleira de cor escura por causa dos sedimentos misturados ao gelo. Foi ali que vi um dos lagos mais azuis que já vi na vida — e como nunca tinha visto neve pessoalmente, o momento foi ainda mais especial.
- Nossa recomendação: vale contratar agência por causa da logística e distância.

Bosque de Arrayanes e Isla Victoria
Passeio de barco até o Bosque de Arrayanes e a Isla Victoria, feito no dia seguinte ao Cerro Tronador — por isso usamos o desconto do ingresso guardado.
- Como chegar: o ponto de partida é sempre o Puerto Pañuelo, na área de Llao Llao, a cerca de 25 km do centro, ao lado do tradicional Hotel Llao Llao. Fomos levados pela agência direto do hotel, mas por conta própria dá para pegar a linha 20 do transporte urbano, que liga o centro ao embarque em cerca de 40 minutos (pagamento com cartão SUBE ou débito).
- Bosque de Arrayanes: floresta rara de árvores com troncos alaranjados, percorrida por passarelas de madeira. Um dos lugares mais especiais que vimos na região.
- Isla Victoria: trilhas leves, praias, mirantes e muita história sobre a colonização da região. A guia foi contando curiosidades durante o passeio.
- Nossa experiência: vimos um arco-íris refletido sobre o lago durante a travessia — um dos momentos mais bonitos da viagem.
- Nossa recomendação: também vale mais a pena com agência.
Lago Nahuel Huapi
O cenário principal de Bariloche, presente em quase todos os passeios da cidade. No verão dá para fazer caiaque, stand-up paddle e passeios de barco. Mesmo sem entrar na água, vale caminhar pela orla — a cor muda bastante conforme a luz e o clima do dia.
Outros passeios para quem tem mais dias
- Circuito Chico – roteiro clássico com mirantes, bosques e a região do Hotel Llao Llao; melhor de carro alugado.
- Cerro Otto – mirante com restaurante giratório no topo.
- Cerro Catedral no verão – trilhas, trekking e mountain bike no lugar da neve.
- Puerto Blest e Cascata Los Cántaros – passeio de barco com trilha e cachoeira.
- Colônia Suíça – vila histórica com feiras artesanais e comida típica.
- Praia Bonita e Bahia Serena – praias de água doce; Bahia Serena é famosa pelo pôr do sol.
- Trilhas: Refúgio Frey, Cerro López, Lago Gutiérrez.
- Aventura: rafting no Rio Manso, cavalgadas, tirolesa, trekking guiado.
Dicas Extras para Viajar a Bariloche no Verão
- Leve roupas de frio mesmo no verão — o clima muda rápido.
- Reserve passeios com antecedência, principalmente barcos.
- Pesquise restaurantes no Google Maps antes de ir.
- Guarde os ingressos dos parques nacionais — podem dar desconto em outros passeios.
- Aproveite os dias longos do verão para render mais nos passeios ao ar livre.
📹 Quer ver tudo isso na prática? Assista ao vlog completo da viagem no meu canal do YouTube — com preços, hotel, passeios e muito mais. Assista aqui
Você já foi a Bariloche no verão? Conta nos comentários sua dica ou experiência!
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Perguntas Frequentes sobre Bariloche no Verão
Bariloche no verão tem neve?
Nos picos mais altos, sim — mas a cidade não fica coberta como no inverno.
Vale a pena visitar Bariloche no verão?
Sim. É um destino diferente do inverno, mas igualmente bonito, com lagos, trilhas e natureza.
Quantos dias ficar em Bariloche no verão?
Entre 5 e 7 dias é o ideal.
Qual o melhor mês para ir a Bariloche no verão?
Dezembro tem menos movimento; janeiro é o mês mais quente e cheio; fevereiro segue ótimo para atividades ao ar livre; março tem menos turistas e preços mais atrativos.
Precisa alugar carro em Bariloche?
Não é obrigatório, mas dá muito mais liberdade para explorar a região.
Dá para nadar nos lagos de Bariloche?
Sim, mas a água costuma ser bem fria.
Bariloche no verão é caro?
Restaurantes e passeios turísticos podem ter preços elevados, mas viajar no verão costuma sair mais em conta do que na temporada de neve.

